ALEXX HUNDREDD // produtor . compositor . DJ . remixer // house . tech house . progressive house . club music // acesse o fórum Weekly Top SetMix by Alexx hundredd

7 Dicas que Todo DJ de Warm Up Devia Seguir

Saber discotecar é uma coisa, agora abrir a pista para o headliner da noite é outra… TOTALMENTE DIFERENTE!

Em um mundo onde muitos se dizem ser DJ sem ao menos saber ações básicas, é cada dia mais importante se destacar nos decks já que a competição está cada vez mais feroz. Há sempre algo para atualizar, melhorar ou aperfeiçoar em termos de habilidade, construção de playlist, técnicas de mixagem (como melhor equalização sem choques de frequências ou scratch, por exemplo), etc. A gente sempre ouve dos DJs a seguinte frase: “Meu set foi muito bacana em muitos aspectos, mas eu poderia ter feito ‘isso’ ou ‘aquilo’ diferente”.

E isso tudo não vale nada se o cara que tocou antes de você deixou a pista naquele clima esquisito, por isso é importante saber como atuar como um DJ de warm up. E aqui vão 7 dicas valiosas para se manter no topo para suas próximas apresentações:

1. Conheça bem o seu papel

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Às vezes é difícil ter que aceitar que você é apenas o DJ do warm up, e a maioria das pessoas não percebem a grande chance que receberam quando lhes é oferecida essa gig. O DJ de warm up tem o poder de criar no começo da noite aquele clima bacana que poderá (e deverá) se manter pelo resto dela! A balada só começa de verdade com aquele DJ que sabe acertar o tom de bom pra melhor e dali pra cima.

2. Não tente roubar o show

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Ou, mais especificamente, não tente exagerar e chamar a atenção das pessoas mais do que você deveria (ou poderia). Ninguém quer ouvir às 23h as músicas que deveriam tocar apenas duas horas depois. Com certeza você aparecerá muito mais se você deixar a galera no ponto certo até entrar o próximo artista. E pode ter certeza que o público se lembrará disso. E também é um desrespeito com o headliner (atração principal da festa) aumentar mais as expectativas do público além do que se deveria e além do que o headliner em si preparou.

3. Sinta o público

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Apenas siga o fluxo. Fazer um warm up não significa que você tem que começar seu set tocando Enya. Se a galera na sua frente está pronta pra começar a balada você pode aumentar um pouco o ritmo das coisas mas você precisa aprender a ficar em um meio termo que não invada o desempenho do próximo DJ.

4. Não toque nenhuma música do headliner (obviamente)

Pode parecer óbvio para alguns, mas para outros é uma forma de homenagear o headliner da noite. SE LIGA! É necessário apenas uma música pra deixar o cara desconfortável por toda apresentação dele.

5. Não desanime

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Essa pode parecer a dica mais sem noção da lista, mas quando você tem a chance de abrir a noite para outro artista e a pista ficar vazia durante boa parte do seu set, geralmente você se desanima. Mas seja SEMPRE profissional, pois você nunca estará sozinho em um club. Nunca se sabe se aquele membro do staff que está de olho na sua performance é um dono de club, e ele pode curtir o seu set.

6. Esteja preparado

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Assim como a maioria das coisas da vida em que você quer ter sucesso, até em um warm up você precisa de preparação. Reserve um bom tempo pra pesquisar sobre o headliner para quem você vai abrir e tente construir seu set como um alterego dele para fazer a transição entre vocês dois de forma suave.

7. Explore

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Se você tem a oportunidade de abrir a noite para um headliner você também terá a chance de explorar áreas musicais que, geralmente, o artista principal não tem. É aí que você mostra se realmente é apaixonado pelo que faz porque se você se dedica a sua música, compartilhá-la com a galera como uma experiência será divertido e quem estiver na pista te ouvindo com certeza vai dizer isso pra você.

This entry was written by Alex Hundred, posted on April 5, 2015 at 3:31 pm, filed under News and tagged , , , , , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.


A música eletrônica e a emoção.

Dentre as artes, a música é a única que, ao mesmo tempo, é completamente abstrata e profundamente emocional. Não tem o poder de representar nada que seja especifico ou externo, mas tem o poder exclusivo de expressar estados íntimos ou sentimentos.

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As origens da música são baseadas na repetição de baterias primárias em rituais xamânicos em busca da espiritualidade. Havia uma ligação clara entre a música e a consciência emotiva, e era através deste ritual básico que um estado de consciência podia ser alterado.

Mesmo com a evolução, é possível ver a evidência deste estado inicial na música eletrônica. Muitas formas de trance e house parecem encarnar este aspecto, é com a lenta mudança de tons e com as batidas repetitivas que é possível representar esta intenção primordial. O uso da melodia vocal e percussão (embora sintetizada eletronicamente) formam o fundo para a maioria das canções, imitando sons pré-históricos dos quais a música foi concebida.

A música nos leva a um nível de resposta emocional tão intenso que é raro experimentar essas sensações em outras atividades do nosso dia a dia.

A emoção é uma reação à uma experiência inesperada. Tudo que fazemos, inclusive escutar uma música nova, começa com uma espécie de expectativa, uma antecipação do que está por vir, que pode ser confirmada ou não; todas as sutis faltas de confirmação desta expectativa, são contrabalançadas por ajustes feitos pelo nosso cérebro para a próxima antecipação em relação a música.

Em especial, “aprendemos” uma determinada música apenas na medida que somos capazes de prever o que acontecerá, porque prever é modelar as relações profundas que dão coesão à música. Quando ocorre uma acentuada discrepância entre previsão e realidade, provoca-se uma forte reação. Acredita-se que essas discrepâncias sejam a base da emoção.

As emoções positivas ocorrem quando a experiência supera a previsão.

Embora a experiência pessoal e a cultural desempenham reações individuais, pesquisadores descobriram que determinadas características das músicas estão diretamente associadas ao desencadeamento de fortes emoções nos ouvintes:

– Começam suavemente e tornam-se altas repentinamente;
– Incluem uma entrada abrupta de uma nova “voz”, seja um instrumento novo ou harmonia;
– Envolvem uma expansão das freqüências tocadas;
– Contêm desvios inesperados na melodia ou harmonia em suas passagens.

Estas técnicas são as mesmas que os grandes compositores clássicos utilizavam no passado, por exemplo, Mozart.

A música provoca um frio na espinha, uma vez que se inclui surpresas em termos de volume, timbre e padrão harmônico.

Quando a música quebra de repente seu padrão esperado, nosso sistema nervoso simpático (o que provoca ações básicas como acelerar o coração quando corremos, por exemplo) entra em alerta máximo; nossos corações aceleram e começamos a suar. Dependendo do contexto, interpretamos este estado de excitação como positivo ou negativo, feliz ou triste.

Músicas emocionalmente intensas liberam dopamina no nosso centro de prazer e recompensa do cérebro, o núcleo accumbens. Isso nos faz sentir bem e nos motiva a repetir o comportamento. Seja uma música triste ou feliz, o nível de dopamina liberada é o mesmo, isso sugere que quanto mais emoções uma música provoca, mais queremos ouvi-la.

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A música idealiza tanto emoções negativas quanto positivas. Com isso ela aperfeiçoa momentaneamente nossas vidas emocionais individuais. O “significado” que sentimos não está na musica como tal, mas em nossas próprias reações ao mundo, reações que carregamos sempre conosco. A música serve para aperfeiçoar essas reações, para tornar-las belas. Assim fazendo, a música confere dignidade a experiências que, com freqüência, estão longe de serem dignas. E, conferindo prazer mesmo a emoções negativas, a música serve para justificar sofrimentos grandes e pequenos, garantindo-nos que tudo não foi a troco de nada.

É a força das próprias vidas que impulsiona a previsão musical, e a recompensa das resoluções musicais é para nossas próprias alegrias e dores.

Este é o primeiro post de uma série, onde vou abordar esta relação da música eletrônica com as emoções por ela despertadas. Para exemplificar um pouco disso, a música do post de hoje desperta, pelo menos em mim, emoções positivas de paz e tranquilidade.

Pozitive – Trip In My Soul (Original Mix)
Deep House

This entry was written by Alex Hundred, posted on at 2:38 pm, filed under News and tagged , , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.


Warm up! Primeiro DJ da noite.

É um fato e é também extremamente compreensível, que a maioria dos frequentadores de clubs e festas de música eletrônica, quando chegam no início da noite em um club, possam se deparar com uma pista não tão agitada quanto estaria no meio da noite, e pensem que o DJ que está abrindo a pista não está “mandando bem” ou que o som está chato…

Mas você sabia que o trabalho do primeiro DJ da noite é justamente não “bombar” a pista? Calma, vamos entender isso melhor.
expressão “warm up” vem do ingles e significa esquentar. É justamente este o trabalho do primeiro DJ da noite, esquentar a pista, criar o clima, tocar as músicas certas para que as pessoas que estão chegando no club, comecem a se animar de forma sutil e que estejam ansiosas para o momento em que a atração principal da festa começar a tocar.

Eu como DJ, concordo que não são todos os clubs que tem um warm up de qualidade. Existem duas situações que me incomodam muito quando chego em algum club no inicio da noite, com o primeiro DJ tocando e a pista começando a encher:

A primeira é chegar e o DJ estar super acelerado, tocando música muito agitadas e as pessoas da pista simplesmente paradas, sem dançar. A segunda é o inverso, o DJ estar tocando um som super chato, desanimado, mesmo vendo que as pessoas da pista querem começar a dançar.

O conceito de som chato e animado é bem abstrato neste caso, pois para cada club e estilo de festa, o som do inicio da noite precisa seguir uma linha, para não fugir do conceito daquela noite ou club. Por isso a sensibilidade e repertório do DJ de warm up precisam estar bem sintonizados, para que ele possa se adaptar a cada estilo de festa.

Eu sou muito fã de warm up, valorizo muito os DJs que começam a noite com a casa vazia e entregam a pista no ponto certo de animação para a atração da noite bombar. É um trabalho que deve ser muito valorizado. Mesmo que não pareça para quem não é muito ligado ao mundo da música eletrônica, muitas vezes é mais difícil ser o primeiro DJ da noite, do que o DJ principal.

Um warm up errado, com músicas que não são para aquele momento, pode ser uma tragédia para a festa e esfriar uma noite inteira. Dará muito mais trabalho para o DJ que toca na sequência, pois além de arrumar o estrago que o anterior fez, perderá espaço do próprio set que havia planejado, e isso garanto que não deixaria nenhum DJ contente.

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Como exemplo, escute este warm up que fiz no Danghai Club em Curitiba, um club com o conceito voltado para o som underground. Perceba que nas quase 2 horas de set, existe uma progressão quanto a agitação das músicas. No início são mais calmas, até introspectivas, mas com o passar do tempo elas vão ficando mais animadas e no final já está no ponto certo de animação para o próximo DJ que continuou tocando. Aperte o Play e espero que goste!

This entry was written by Alex Hundred, posted on at 11:40 am, filed under News and tagged , , , , , . Leave a comment or view the discussion at the permalink and follow any comments with the RSS feed for this post.